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“Revolta em Preto e Branco” na Pinakotheke Rio de Janeiro
Informazioni sull'evento
Setenta anos depois, a Pinakotheke Rio de Janeiro revisita o histórico Salão Preto e Branco de 1954, realizado pelo Ministério da Educação no Palácio Capanema, com curadoria de Shannon Botelho. A mostra reúne 61 obras de 50 artistas, incluindo oito peças que efetivamente participaram da exposição original e agora podem ser vistas juntas novamente — entre elas “Natureza-morta”, de Iberê Camargo, “Peixe”, de Tomás Santa Rosa, e “Luares sobre a cidade negra”, de Antonio Bandeira. Uma segunda sala reúne artistas signatários do manifesto que originou o Salão de 1954 ou ligados a pesquisas estéticas semelhantes, de Portinari a Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Fayga Ostrower, enquanto uma terceira sala traz a discussão para o presente, com trabalhos de artistas como Carlos Zílio, Antonio Dias, Germana Monte-Mór e a dupla Faixa Protesta. O Salão original nasceu como protesto: em 1954, sob o governo desenvolvimentista de Getúlio Vargas, materiais artísticos importados — tintas, pigmentos, telas — ficaram de fora das prioridades de importação do país, e artistas liderados por Iberê Camargo, Milton Dacosta e Djanira organizaram uma mostra inteiramente em preto e branco como forma de reivindicação coletiva. A exposição inclui documentos, fotografias e reproduções de jornais de 1954, além do lançamento do livro “Revolta em Preto e Branco”, com textos de Botelho e Luiza Interlenghi, dedicado à pesquisadora Glória Ferreira (1947-2022), cujo trabalho fundamentou décadas de estudo sobre o Salão.
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Last verified: 11 Sep 2026 Source: artequeacontece.com.br Report an issue