Amanhã
“Controle | Corrosão | Dispersão”, de Beto Shwafaty na Galeria Leme
Sobre o evento
Foto: Filipe Berndt
Um tambor de petróleo Lubrax, uma sela de montaria e uma bandeira americana formam uma estrutura de aparente solidez, mas em permanente tensão, em “Dark Horse [Black Rider]”, uma das cerca de 15 obras reunidas nesta individual de Beto Shwafaty na Galeria Leme. Em “Controle | Corrosão | Dispersão”, o artista parte de objetos cotidianos e suas materialidades para pensar como processos históricos, econômicos e sociais se inscrevem neles, funcionando como interfaces que ao mesmo tempo escondem e revelam tensões estruturais. Os três termos do título não organizam a mostra em núcleos temáticos, mas nomeiam operações recorrentes: controle como mecanismo de administração de corpos e territórios, corrosão como desgaste contínuo de formas sociais, e dispersão como a distribuição desigual desses efeitos, difíceis de atribuir a um único evento ou agente. Entre os trabalhos estão “Açúcar nas veias” (2017), em papel vegetal com açúcar, chá e café queimado, a obra inédita “O sonho da terra, é o sonho americano”, que reúne um bastão de beisebol, um pé de cabra, algemas e um boné vermelho, e “Choque” (2019), cuja forma remete simultaneamente a uma urna eleitoral, um escudo balístico e as janelas de observação de veículos blindados. Cada peça é acompanhada de um verbete próprio que contextualiza seu processo, sem no entanto fechar sua interpretação — o interesse do artista, segundo ele mesmo, está em manter ativo o intervalo entre obra e espectador.
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Last verified: 2 Sep 2026 Source: artequeacontece.com.br Report an issue