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Espetáculo Inédito: Morcego Do Nordeste, a Origem de Satã – Estreia 16/11/2026 – Fundição Progresso – Temporada Até Dez 2026
About the event
Montagem apresenta uma narrativa sobre a trajetória de Madame Satã, partindo de sua origem nordestina, entrelaçando a trajetória de Satã com os conflitos reais dos negros, nordestinos e gays na contemporaneidade
O espetáculo inédito “Morcego Do Nordeste, A Origem de Satã” do Grupo Nós Destinos de Teatro, estreia no dia 16 de novembro, às 18h, na Fundição Progresso, Lapa, centro do Rio de Janeiro e fica em cartaz em curta temporada, até o dia 29/12/2026. O monólogo traz o ator Sidcley Batista, que além de atuar, é o idealizador e responsável pelo texto, que conta a trajetória de resistência e sobrevivências na vida e na arte de João Francisco dos Santos, Madame Satã. A montagem mostra a história de Madame Satã e como ela se entrelaça com a do ator da peça e de outros nordestinos, negros, gays, artistas que habitam o Rio de Janeiro.
O espetáculo começa em itinerância, apresentando o menino João em sua jornada migratória até chegar ao Rio, convidando o público para um passeio com o ator/narrador pela sacada da Fundição Progresso, com vista para os Arcos da Lapa, cenário real onde habitava a personagem. Na sequência, o público é conduzido ao mezanino, ambientalizado como de um cabaré, onde ao entrar será inserido no cenário enquanto o ator/narrador dará continuidade a trajetória de Madame Satã destacando fatos marcantes de sua vida e relacionando-os a fatos e temas que atravessam o momento atual de nossa sociedade
Sidcley conta um pouco sobre o processo criativo do espetáculo e como o mesmo traz à tona assuntos atuais e que atingem a muitas pessoas (inclusive ele), seja pessoalmente ou na convivência com alguém que vive essas questões:
“A ideia de escrever sobre “Madame Satã” surgiu da pesquisa do Grupo Nós Destinos de Teatro para trazer figuras nordestinas para o palco. Embora a personagem Madame Satã tenha surgido no Rio de Janeiro, ele, João, era pernambucano e migrou para o Rio, como eu. Então, para além de mostrar as histórias já conhecidas sobre Madame Satã, busquei a sua origem, a sua essência, fazendo uma viagem no tempo para mostrar, além da lenda, os dramas e conflitos raciais, de sexualidade e regionais que ainda hoje vivemos em nossa sociedade.” – explica Sidcley.
A proposta da direção é de ser um olhar contemporâneo dos conceitos e visões que se tem de Madame Satã, atualizados com música, artes plásticas, uma iluminação potente, e principalmente, com o trabalho de ator. Sidcley tem o grande desafio de além de representar Satã, ser o narrador do entrelaçamento de sua vida e das de muitas outras pessoas presentes nas várias outras personagens que compõem todo o jogo de cena, convidando o público para segui-lo durante a apresentação. Luiz Monteiro, diretor do espetáculo, nos revela um pouco da dinâmica do mesmo:
“O desafio foi distribuir o espetáculo na Fundação Progresso como uma grande procissão no princípio, no modelo das estações da paixão de Cristo, onde cada estação representa uma etapa ou um momento de transformação da vida do Satã. É o transformista, o negro, o nordestino, o malandro, ali representados. Unimos as características da personagem em cena a situações contemporâneas que muitas pessoas vivenciam atualmente, como o racismo, injustiça social, LGBTfobias, violência policial, entre outras. Trazemos uma gama de discussões para potencializar e visibilizar tudo isso. E também para divertir, já que temos momentos engraçados, momentos líricos, muita emoção, porque isso foi a vida de Satã” – conclui o diretor.
Wanderley Gomes, que assina o Figurino e Cenário, que conta com obras de arte de Rona Neves, explica sobre a construção e a garimpagem das peças (Figurino e Cenário) por eles:
“O Figurino é todo baseado na linguagem do Cabaré. Onde tudo é colocado de una forma lúdica, em uma arara com as roupas, que vão sendo trocadas e compondo as cenas, sem esquecer que contamos com uma época. Isso nos dá uma liberdade pra contar essa história que atravessa várias décadas. Já o cenário, é aproveitar o espaço e colocar a serviço da História. Jogar luz nisso tudo e utilizar todos os cantos. A proposta é aberta para ressignificar os ambientes.” – falou Wanderley Gomes.
Um outro ponto importante a ressaltar, é que o espetáculo tem uma trilha sonora selecionada para dar suporte a toda a construção da cena, usando elementos que remetam a cada trecho dessa história, como nos conta Dani Ramalho, responsável sobre a trilha sonora e Olúwa Ujútùú como músico.
“A Direção Musical tem o Nordeste como foco da musicalidade, retratando a origem de Madame Satã. Desde o Forró, o Frevo e o Piseiro. Até desembarcar no Rio de Janeiro, e mergulhar na Música Urbana, no universo dos anos 20, 30… Essa viagem, ainda encontra outros artistas negros, e também pessoas LGBTQIAPN+, dando foco assim nas conquistas de Satã.” – explicou Dani Ramalho
<strong>SINOPSE</strong>
A peça mostra a história de João Francisco dos Santos. Um pernambucano, que após ser trocado por uma égua, foge pro Rio de Janeiro onde aprende as malandragens da Lapa pra se virar, mas que sonha em ser um artista do teatro de Revista. Um jovem negro, homossexual, nordestino, que constrói uma trajetória de luta e resistência pela sobrevivência e através do carnaval ganha os holofotes com a sua fantasia “Morcego do Nordeste,” sem saber que naquele momento também nascia Madame Satã.
<strong>Eu existo porque você existe. Ubuntu!</strong>
<strong>SOBRE O GRUPO NÓS DESTINOS DE TEATRO</strong>
O Grupo Nós Destinos de Teatro foi fundado em 2015 por nordestinos residentes no Rio de Janeiro, a partir da necessidade de falar de si e dos seus através das grandes personalidades, da Cultura e do Povo Nordestino, partindo de uma ótica regional para atingir o universal e fugindo da ótica caricatural comumente abordada no sudeste do país.
Iniciaram com o solo “Um Certo Lampião”, uma homenagem ao “Rei do Cangaço”. Com texto e direção De Gilvan Balbino e atuação de Sidcley Batista.
Em seguida, o Infanto Juvenil “A Cumadre Fulôzinha”, Texto e direção Sidcley Batista, trazendo esta figura folclórica da Cultura Indígena Nordestina.
Em 2022, outro solo, “Jão Queixote, semente e fruto”, texto, encenação e atuação de Sidcley Batista. O espetáculo vem desde estão circulando pelos quintais, levando teatro aos subúrbios e comunidades através do Projeto Teatro No Quintal.
Agora, o Grupo apresenta “Morcego do Nordeste, A Origem de Satã”, outro personagem nordestino que escreveu seu nome no cenário urbano carioca do século XIX. E através desta personagem, aborda temas dos conflitos humanos da sociedade atual, como xenofobia, racismo, transfobia e outras formas de violência com pessoas socialmente excluídas e tidas como minorias.
<strong>FICHA TÉCNICA</strong>
Idealização: Grupo Nós Destinos de Teatro
Texto e Atuação: Sidcley Batista
Direção: Luiz Monteiro
Produção: SBProduções
Produção Executiva: Betho Pacheco
Assistente de Produção: Cacierly Tiengo e Marcos Carolino
Figurinos e Cenário: Wanderley Gomes
Artes do Cenário: Rona Neves
Direção de Movimento: Betho Pacheco
Preparação Vocal e Trilha Sonora: Dani Ramalho
Músico: Olúwa Ujútùú
Iluminação: Hebert Said e Ademir Lamego
Fotografia e vídeos: Matheus Monteiro
Redes Sociais: Christiane Almeida
Assessoria de Imprensa: Christine Keller
<strong>SERVIÇO:</strong>
Espetáculo “Morcego do Nordeste, A Origem de Satã”
Com: Sidcley Batista (Texto e Atuação)
Direção: Luiz Monteiro
Estreia: Dia 16 de novembro, às 18h
Temporada: De 16/11 a 29 de dezembro – Segundas e terças-feiras, às 18h
Local: Fundição Progresso (Mezanino)
Endereço: Rua dos Arcos, nº 24 – Próximo aos Arcos da Lapa – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Ingresso: R$ 40,00 (No Local ou pelo Sympla) – Meia entrada nos casos permitidos por lei
Duração: 80 min
Classificação indicativa: 18 anos (venda de cerveja no local)
Instagram do Grupo Nós Destinos de Teatro: @grupo_nos_destinos;
Da Fundição Progresso: @fundicaoprogresso
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Last verified: 7 Nov 2026 Source: agendaculturalriodejaneiro.com Report an issue